Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável

Sustentabilidade

A sustentabilidade pode se resumir na atitude de reconhecer os próprios consumos excessivos e assim tomar decisões que diminuam esses exageros, algumas ações que podem ser tomadas são: mudanças no estilo de vida, reduzir o consumo de produtos não renováveis ou iniciar ações de reciclagem. Uma característica da sustentabilidade é o reconhecimento de limites, característica que surgiu da discussão a respeito da forma como a humanidade vem explorando e usando os recursos naturais, pensando em alternativas de preservá-lo evitando que esses recursos se esgotem na natureza. A sustentabilidade é sustentada por meio de três dimensões que mantêm um equilíbrio harmonioso entre a esfera social, ambiental e econômica. Esse tripé representa uma tendência das empresas que passaram a se comprometer com a sustentabilidade. As principais características das três dimensões são:


  • Sustentabilidade ambiental: se refere à preservação do meio ambiente de maneira que a sociedade encontre o equilíbrio entre o suprimento de necessidades e o uso racional dos recursos naturais, sem prejudicar a natureza.
  • Sustentabilidade social: se refere à participação da população no que diz respeito ao desenvolvimento social por meio do desenvolvimento de propostas que tenham o objetivo de bem-estar e igualdade de todos para a preservação do meio ambiente.
  • Sustentabilidade econômica: se refere ao modo de desenvolvimento econômico que tem como objetivo à exploração dos recursos naturais de maneira sustentável, sem prejudicar as necessidades da geração futura.

A sustentabilidade está ligada sobre o que se trata o desenvolvimento sustentável.

O termo “desenvolvimento sustentável” surgiu em 1987 no relatório desenvolvido pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecido como Relatório de Brundtland ou Nosso Futuro Comum, citado por Gro Harlem Brundtland. De acordo com o relatório, para que o desenvolvimento sustentável seja alcançado, é preciso primeiramente atender às necessidades básicas da sociedade.

O desenvolvimento sustentável se refere ao desenvolvimento socioeconômico, político e cultural ligado com a preservação do meio ambiente. Para assim, práticas capitalistas estarem em equilíbrio com a sustentabilidade, com o objetivo de avanços no campo social e econômico sem prejudicar a natureza. Ele é a garantia do suprimento das necessidades da geração futura por meio da conservação dos recursos naturais. O desenvolvimento sustentável é muito comentado, visto que houve um despertar de consciência da sociedade para a ideia de que os recursos naturais não são infinitos. Contudo, vale a pena dizer que o conceito de desenvolvimento sustentável é bastante criticado. Muitos acreditam que não tem como desenvolver a economia sem haver prejuízos ao meio ambiente, assim, a ideia de promover a sustentabilidade seria frustrada, visto que o desenvolvimento socioeconômico depende da exploração cada vez maior dos recursos naturais conforme haja aumento da população e aumento do consumo.


IMPORTÂNCIA DA SUSTENTABILIDADE

Cada dia mais o desenvolvimento sustentável se torna necessário, visto que ele é a capacidade de manter os recursos naturais do planeta, os recursos estão se tornando escassos à medida que o ser humano os utiliza. A sustentabilidade é importante para que se possa manter a qualidade de vida equilibrada com o que a natureza pode oferecer. Caso contrário, o uso irracional pode levar à extinção desses recursos naturais e trazer grandes problemas para as futuras gerações.

O controle e a conscientização sobre o consumo exagerado, uma distribuição igualitária de auxílio e capital às classes sociais e países subdesenvolvidos, bem como a reciclagem/reuso de materiais, são exemplos claros de como a sustentabilidade tende a agir no dia a dia, tendo em vista a melhora na qualidade de vida do ser humano e o crescimento econômico sem agredir o meio-ambiente. As mudanças quantitativas e qualitativas nos ambientes social, econômico e político são inversamente proporcionais entre si e com a natureza. Alguns países, por exemplo, não aceitam os termos internacionais de sustentabilidade, o que é, infelizmente, uma realidade que trará um futuro incerto.


Alerte-se que, para um desenvolvimento sustentável assertivo, é necessário conscientização da população, além de união das unidades governamentais em escala mundial, gerando benefícios para quem pratica atos sustentáveis e leis sobre indústrias e suas produções e descarte de resíduos e, não menos importante, a colaboração da sociedade como um todo, pois não adianta apenas saber a teoria, sendo que na prática o desenvolvimento não é aplicado e acaba sendo invalidado. Resumindo, a importância da sustentabilidade é: ser justo com o planeta para que ele seja justo com você. Segunda a Juíza Oríana Piske, verifica-se que se deve primar para se crescer economicamente, fazendo do avanço tecnológico, e de todas as suas características, um instrumento de preservação ambiental, o que não é difícil, basta boa vontade e comprometimento de todos.

É preciso considerar que, se antes a humanidade tinha uma visão apenas utilitarista dos recursos naturais, numa limitada e precária perspectiva, hoje temos a percepção da magnitude das suas dimensões, passando para um necessário humanismo ambiental. É importante compreender que o homem faz parte da natureza e não ao contrário. Portanto, cabe a indivíduos, empresas e governos desenvolverem uma cultura voltada para: o respeito à vida em todas as suas formas; a gestão dos recursos naturais de forma sustentável; as tradições, valores éticos e instituições que preservem os ecossistemas; a proteção da integridade dos sistemas ecológicos; a manutenção da biodiversidade; e a recuperação dos ambientes degradados.”


Sustentabilidade Econômica

A Sustentabilidade Econômica traz várias vantagens para nós. Um exemplo de vantagem é a reciclagem de materiais, visto que ao invés de gastar muito comprando mais material, reusar o que restou, ou abrir um programa de reciclagem na empresa, evitará gastos desnecessários e a criação de resíduos que seriam descartados depois. Isso também acaba influenciando na imagem da empresa, que ao ter uma visão ambiental, acaba por chamar mais clientes, gerando maior interesse nos produtos que ela tem a oferecer. A Sustentabilidade acaba sendo um belo ajudante para todos âmbitos, oferecendo alternativas cabíveis que auxiliam, sem agredir, tudo e todos ao seu redor. Uma economia governamental sustentável que distribui auxílio mais igualitário às classes sociais de seu país, por exemplo, acaba gerando menos miséria e um movimento maior de capital, podendo desenvolver o país ainda mais.

Agora que você já sabe o que é sustentabilidade econômica aqui vai alguns exemplos de práticas economicamente sustentáveis:



Além desses, temos outros exemplos também de ações sustentáveis, porém de empresas e governos:

Programa Nacional de Crescimento Verde

Sustentabilidade

Atualmente muitos governos e muitas empresas também têm se conscientizado sobre a importância da sustentabilidade, assim, já existem muitos exemplos de ações sustentáveis no Brasil e no mundo.

Um exemplo disso é o Programa Nacional de Crescimento Verde, que foi lançado pelo governo federal no final de outubro de 2021, com a intenção de apresentar na 26º Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26) uma estrutura que o Brasil pretende seguir nos próximos anos.

“O Governo Federal reconhece um desafio, o de desfazer a ideia de que o desenvolvimento da agenda ambiental possui um caráter meramente punitivo, que somente onera as ações propostas. Por isso, em outra direção, vamos incentivar, apoiar, inovar projetos verdes para que promovam empreendedorismo, inovação sustentável, mostrando que o futuro verde está aqui, no Brasil”, falou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite.


Orsted A/S

orsted

Orsted A/S é a 7ª empresa mais sustentável do mundo atualmente. A empresa dinamarquesa Orsted A/S tem seu ramo principal na produção de energia. Não apenas isso, trata-se da energia mais sustentável do mundo! Para alcançar a posição de uma das empresas mais sustentáveis do mundo, a Orsted investiu todas as suas forças na produção de energia renovável como a energia eólica.

Seu pontapé para a posição que se tem hoje em dia se deu com a redução progressiva da emissão de carbono na sua produção. Até agora essa sua emissão já foi reduzida em 67% apenas na última década. Ao que parece, a instituição caminha a todo vapor para o cumprimento de sua meta que é de produção de 95% de energia verde até 2023.


Renner

arenner

A rede Renner já até esteve na lista de mais sustentáveis do mundo, a rede de lojas de departamento atua em todo o Brasil, as Lojas Renner inovam nas práticas de gerenciamento do consumo de água, com instalação de cisternas que reduzem o consumo em, aproximadamente, 55%.

Assim, mais de 100, de 528 lojas, já funcionam com a adoção de práticas sustentáveis no consumo de água. No ano de 2018, a rede também lançou uma coleção com peças feitas a partir de fios reutilizados de sobras de tecidos, diminuindo o consumo de água em 44%. Em 2019, o monitoramento do consumo foi feito de maneira mais rigorosa, a fim de reduzir o consumo cada vez mais.


Chr. Hansen Holding A/S

Hansem

Chr. Hansen Holding A/S é a segunda empresa mais sustentável do mundo. A empresa se destaca como desenvolvedora e produtora de enzimas, probióticos e corantes naturais utilizados na produção de uma grande variedade de alimentos.

O segundo lugar, ocupado novamente por uma empresa dinamarquesa, traduz os esforços da instituição em alcançar os objetivos estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Sua principal contribuição foi a partir do mapeamento de toda a sua produção e adaptação para o atendimento das diretrizes. Esses direcionamentos fazem assim, um apontamento para uma melhoria constante da alimentação humana e animal.

Sustentabilidade empresarial:

Sustentabilidade empresarial são ações e políticas sustentáveis (economicamente, socialmente e ambientalmente) adotadas por uma empresa ao longo da sua existência, desenvolvimento e produção de suas mercadorias ou serviços. De acordo com o coordenador do Programa Produção e Consumo Sustentáveis do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Aron Belinky, a sustentabilidade empresarial e a atenção que uma empresa dá a possíveis impactos ao meio ambiente podem causar.

Hoje em dia as empresas apresentam programas de sustentabilidade com o intuito de diminuir os impactos ambientais e conscientizar os seus funcionários para que não haja nenhum tipo de prejuízo econômico, nem risco à saúde da população dos próprios funcionários.


Sustentabilidade econômica nos governos:

Os governos têm importância nas práticas economicamente sustentáveis, pois eles são os responsáveis por promover as campanhas de conscientização da população e alinhar a legislação a essas medidas.

Segundo detalha o site do Ministério do Meio Ambiente, é vital que as autoridades se engajem em iniciativas de produção e consumo sustentáveis (PCS).


Elas podem ser descritas como:

“Processos de produção, serviços e consumo que priorizam a eficiência na utilização de insumos e recursos, a redução de desperdício, a minimização de riscos à saúde e ao bem-estar humanos, entre outras medidas de qualidade no gerenciamento dos recursos naturais e humanos, gerando com isso efeitos econômicos e sociais positivos, além de proteger o meio ambiente para todos.”

Os governos também precisam deixar a legislação atualizada para que as organizações busquem trabalhar de forma sustentável e se for necessário cobrar e aplicar sanções às empresas que estão ferindo o meio ambiente e prejudicando a população.


Desenvolvimento Sustentável

A ideia de desenvolvimento econômico é um simples mito, anunciou Celso Furtado em 1974. Graças a ela, é possível desviar a atenção da tarefa fundamental de reconhecer as necessidades básicas do coletivo e as possibilidades abertas pelo progresso científico para os humanos, a fim de focalizá-los em outros objetivos abstratos. "Como negar que essa ideia teve um grande papel ao mobilizar os povos marginalizados e levá-los a aceitar grandes sacrifícios, legitimando a destruição de antigas formas culturais, explicando e fazendo entender a necessidade de destruir o meio ambiente material, para intensificar a produção? Defesa Formal Dependente do Caráter Predatório do Sistema?"

principal função do mito é guiar. A construção do que o grande economista Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) chamou de visão dos processos sociais, sem a qual o trabalho analítico não teria sentido. Como ponto de vista pré-analítico, a mitologia serve como um farol que ilumina o campo de percepção do cientista social, dando-lhe clareza em algumas questões e ignorância em outras. Os padrões de consumo dos poucos humanos que vivem atualmente em países altamente industrializados podem ser aceitáveis ​​para populações grandes e em rápido crescimento que formam as franjas.

Acima de tudo, a ideia de desenvolvimento está no centro da visão de mundo predominante de nosso tempo. Baseia-se num processo de invenção cultural que nos permite ver as pessoas como agentes de mudança no mundo. É o que Furtado chamou mais tarde na introdução da terceira edição revisada de uma de suas obras-primas: "Introdução ao Desenvolvimento". Os seres humanos interagem com seu ambiente em um esforço para realizar seu potencial.

O gênio inventivo do homem tem sido usado na criação tecnológica nos últimos 200 anos, o que explica sua extraordinária capacidade de escala. É por causa desse quadro histórico que devemos confinar a teoria do desenvolvimento à lógica dos meios, que se confunde facilmente com a explicação do sistema produtivo surgido na civilização industrial. No entanto, o desenvolvimento deve ser entendido como o processo de transformação da sociedade não apenas em meios, mas também em fins.(Furtado, 2000:8).

Quando se admite que é errado atribuir desenvolvimento ao aumento da renda per capita, é comum pensar que logo surge a ideia de que o desafio fundamental será o da distribuição de renda. Dito isso, o desenvolvimento pode ser facilmente definido combinando crescimento com distribuição de renda. Infelizmente, essa questão não é tão simples, e a melhor maneira de colocá-la é revisar brevemente o debate científico sobre o assunto.

Quando se admite que é errado atribuir desenvolvimento ao aumento da renda per capita, é comum pensar que logo surge a ideia de que o desafio fundamental será o da distribuição de renda. Dito isso, o desenvolvimento pode ser facilmente definido combinando crescimento com distribuição de renda. Infelizmente, essa questão não é tão simples, e a melhor maneira de colocá-la é revisar brevemente o debate científico sobre o assunto. A primeira contribuição significativa sobre essa relação surgiu em célebre conferência presidencial proferida por Simon Kuznets (1901-1985) ao congresso da associação dos economistas americanos de 1954, e publicada no ano seguinte na American Economic Review. Bem mais tarde, em 1971, ele recebeu o Prêmio Nobel, o que certamente ajudou muito na aceitação e difusão daquilo que ficou conhecido como “curva de Kuznets”, ou “curva do ‘U’ invertido”, sobre a relação entre crescimento e distribuição. invertido” ter se apoiado em base empírica tão modesta, ela foi transmitida a várias 5 gerações de economistas como se fosse uma lei tão séria quanto a da gravidade. Talvez devido a razões políticas e ideológicas que fizeram as pessoas se apegar a essa ideia, mas também porque quase todos os testes feitos para casos isolados pareciam confirmar a hipótese de Kuznets.

Quando o Banco Mundial terminou a montagem de uma base de dados envolvendo 108 economias nacionais durante quatro décadas. Essencialmente porque mostrou a inexistência de um único padrão histórico de evolução da distribuição de renda. A partir da divulgação dessa base de dados nas páginas da The World Bank Economic Review pelos pesquisadores Klaus Deininger & Lyn Squire (1996), o velho consenso apoiado na hipótese de Kuznets parece estar sendo substituído por outro: de que a estrutura da distribuição de renda é extremamente persistente, seja qual for o crescimento econômico. Isto é, que não resta nada a fazer para atenuar a concentração de renda, independente do que se possa fazer pelo crescimento. Desde a Segunda Guerra Mundial, o crescimento variou muito entre os países, ao passo que a distribuição de renda quase não mudou em termos comparativos. Há modelos que sugerem, por exemplo, que o crescimento impulsionado por um determinado setor da economia só pode ser durável se os benefícios do surto inicial forem distribuídos de maneira suficientemente homogênea para que permita a expansão e o aprofundamento dos mercados. Tanto mais favorável ao crescimento seria o perfil da demanda quanto menos desigual fosse a distribuição de renda.

Ele começou perguntando se distribuições de renda e de riqueza seriam mesmo temas centrais para as questões de justiça e equidade nos países em desenvolvimento. E ilustrou essa pergunta com uma comparação entre a China e a Índia. Em 1997, os 10% mais pobres da China recebiam apenas 2,2% da renda, enquanto na Índia sua parte era dois terços maior: 3,7%. No extremo oposto, na China, os 10% mais ricos recebiam 30,9% da renda, enquanto na Índia só lhes cabia 28,4%. Ou seja, haveria mais equidade na Índia do que na China se avaliada pela distribuição de renda. Todavia, quase metade da população adulta da Índia continuava analfabeta, enquanto na China não chegava a um quinto. Pior, entre as mulheres o analfabetismo atingia 62% na Índia e 27% na China. É claro que a Índia tinha muito mais habitantes com educação superior, mas isso só realçava a maior desigualdade das oportunidades educacionais na Índia quando comparada à China. O contraste entre os dois países era ainda mais evidente na área da saúde. Sofriam de subnutrição 63% das crianças indianas de menos de 5 anos, contra 17% das chinesas. E a taxa de mortalidade infantil era exatamente o dobro na Índia: 68 por mil contra 34 na China. Em síntese: o papel da renda e da riqueza – ainda que seja importantíssimo – tem de ser integrado a um quadro mais amplo e completo de êxito e privação. A pobreza deve ser vista como uma privação de capacidades básicas, e não apenas como baixa renda.


Relatório Brundtland o "Nosso Futuro Comum"

O Relatório Brundtland, também conhecido como "Nosso Futuro Comum", foi escrito durante a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1987. Coordenado pela primeira-ministra norueguesa Gro Halem Brundtland, aponta para as diversas questões sociais e ambientais que a sociedade enfrenta, além de propor possíveis soluções – ainda que nada simples – para a falta de sustentabilidade e igualdade no mundo. No entanto, exemplos claros de funcionamento social e críticas à governos que não distribuem ajuda às classes mais baixas são os mais comuns no relatório, apesar de neutros e amplamente aceitos pelos países. Ele também diz que a definição de desenvolvimento sustentável, embora semelhante, ainda é variável e continuará a evoluir. Um consenso sobre essa definição é necessário porque podemos atuar com mais confiança em determinados temas – sejam eles sociais, ambientais ou econômicos. Em vez de culpar diretamente a indústria pelo status quo da natureza, ele diz que a pobreza nos países subdesenvolvidos e o consumismo crescente nos países desenvolvidos contribuem indiretamente para essas condições, porque o desenvolvimento não é igual para todos. Para melhorar as condições, são necessárias políticas de limitação de produção e conscientização, pois muitos materiais são raramente utilizados, deixando grandes quantidades de resíduos, descartados de forma errada, prejudicando o meio ambiente e prejudicando indiretamente os pobres.


A manutenção de níveis populacionais proporcionais ao nível de produção de recursos necessários para sustentar a vida básica é uma das maneiras de alcançar uma sustentabilidade mais confiante, à medida que as sociedades se desenvolvem sob condições de vida razoáveis ​​que podem ser facilmente melhoradas no futuro. A pobreza é o resultado dessa distribuição desigual de recursos, e os recursos precisam ser tratados com cuidado, pois essa má distribuição pode levar a uma pior distribuição para as gerações futuras, pois os recursos do planeta são limitados e/ou escassos. Gro Brundtland é extremamente importante para o mundo e, após a comissão, uma visão mais ampla do espectro ambiental começou a surgir, pois as mudanças climáticas e o desmatamento se tornaram temas claros, além das diferenças entre as classes socioeconômicas e da escassez de recursos futuros. Hoje, as políticas auxiliam o desenvolvimento trazendo alguns benefícios para as empresas que praticam um comportamento sustentável, facilitando a visualização de lugares ecologicamente e economicamente saudáveis, mas, infelizmente, a desigualdade continua sendo um problema a ser enfrentado.


Agenda de 2030

A Agenda 2030 é um compromisso global feito em 2015 por 193 países, incluindo o Brasil. Foi uma decisão histórica dos países membros da ONU para unir forças em prol de uma Agenda Mundial de Desenvolvimento Sustentável, que deve ser cumprida até o ano de 2030. Foram eleitos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), relacionados com a obrigação dos direitos humanos e com objetivo de exaltar o desenvolvimento sustentável em suas dimensões social, econômica, ambiental e institucional. Os 17 objetivos são:

Objetivos da Onu

Uma série de iniciativas globais positivas já foram tomadas em diversas frentes, seja nas diferentes agências das Nações Unidas, seja em movimentos da sociedade, seja nos planos regionais ou nacionais, em diversos países. Entre elas, podemos citar: Na agenda do clima, o Acordo de Paris (dezembro de 2015). Seu principal objetivo é focar em combater o aumento da temperatura terrestre provocada pelo aquecimento global e estimular a criação de mecanismos para diminuir o impacto das mudanças climáticas e a substituição de fontes emissoras de gases do efeito estufa. Na Estratégia Global para a Saúde das Mulheres, das Crianças e dos Adolescentes (2016-2030).

Na questão das moradias e seus entornos, a Habitat III (Quito, 2016). Além de muitas outras iniciativas complementares, em diversas áreas do desenvolvimento sustentável. Porém, em contrapartida, enquanto surgem muitos avanços, também há aqueles que não parecem fazer avanço, e infelizmente o Brasil faz parte desse grupo. Um estudo feito em 2021 aponta que o Brasil não teve um progresso satisfatório em nenhuma das 169 metas dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030. Das 169 metas, 54,4% estão em retrocesso, 16% estagnadas, 12,4% ameaçadas e 7,7% mostram progresso insuficiente

Os dados constam no Relatório Luz 2021, feito por entidades da sociedade civil, que mostra o grau de como anda a implementação dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) no Brasil. O relatório foi lançado em uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. Porém uma ação consideravelmente recente pode mudar um pouco isso, o Programa Nacional de Crescimento Verde.